Não sou mais alguém que chora por uma simples tristeza. A parada agora é a maldita raiva. Um sentimento que não chega lá na magoa nem no rancor. É momentânea, passa. Ainda bem. Porque se não passasse seria mais um problema para a minha coleção. Ela surge em várias ocasiões: quando tentam me manipular e impor conceitos em mim que eu nunca vou digerir. Motivos e mais motivos que sendo pequenos ou não, estragam o meu dia. Sorte a minha que estou de passagem. Agradeço aos fones de ouvido, as músicas inspiradoras, a técnica de respirar fundo, ao meu sono de beleza… E que revolta, sabe? Nasci com serenidade no cérebro. Pensei que conseguiria manter a calma pelo resto da minha vida. Mas não. Já no início da minha adolescência comecei a sentir os graves sintomas do que é viver numa nação estressada e abusiva. A raiva foi a armadura mais conveniente que achei para usar. Fora que não me custa nada. É totalmente grátis, “0800”, do jeito que eu gosto. Antes eu descontava nos outros, hoje… Faço questão de esconder. Não dizem que fraquezas devem ser escondidas para que os inimigos não enxerguem nossos pontos fracos e imediatamente queiram nos atacar? Pois é. Tô fazendo o mesmo com o excesso de chateação. Não mando indiretas, envio sinais, rio para disfarçar a cólera… Fingir é uma opção mais preventiva. Não quero aumentar as complicações e nem lembrar eternamente delas. Preciso simplificar minha vida o máximo possível. Explorar ideias e sentimentos que me façam bem, que resultem numa explosão química boa. Mereço a paz que tinha quando balbuciava “gugu dada”. Não sou pregador, não aceito que me pressionem sobre algo. É isso aí. Que a paz chegue até a vocês. Mas primeiro que chegue a mim. Meus nervos estão me matando por dentro.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
“Nós prometemos que nunca iríamos nos separar. Que a nossa amizade seria eterna, e que em hipótese alguma, não importa o que acontecesse, iríamos nos afastar. Eu realmente cheguei a acreditar que tudo isso iria funcionar. Que as nossas promessas seriam cumpridas, e que a cada dia que passasse, nos tornaríamos mais unidas, e mais, e mais. Acho que fui ingênua por acreditar que isso poderia dar certo, já que sei que na vida, todo mundo entra e sai, e ninguém permanece. Me iludi porque pensei que com você seria diferente, que você era diferente. A verdade é que eu te conhecia melhor que ninguém, sabia das tuas manias e costumes. Éramos daquelas, que conseguiam conversar apenas por alguns olhares em meio a multidão. Você sempre adivinhava, ou talvez até sentia, quando eu não estava bem, e não largava do meu pé até que eu contasse o que havia acontecido. Nós éramos como irmãs - ou melhor, éramos irmãs, não de sangue mas, isso não importa - daquelas que brigavam, e que segundos depois, já estão conversando. Fazíamos tudo juntas, inseparáveis, e é claro, nos ferrávamos juntas. Pura verdade, achei que isso ia ser para sempre, que quando ficássemos adultas, iríamos nos visitar, e que eu iria ser a madrinha dos teus filhos, e tu a madrinha dos meus. Que nos trataríamos como irmãs mesmo, legítimas. Eu pensava que você se importava comigo, assim como demonstrava com aqueles olhares, e singelas palavras que faziam o meu dia parecer melhor. Nunca passou pela minha cabeça que de uma hora para outra você iria mudar, assim como o fez. Que de melhores amigas, íamos passar a quase que desconhecidas. Será que é um tipo de instinto humano, enganar os outros de tal forma? Ou será que isso não foi falsidade? Na boa, não consigo compreender o que houve com você. Me perco em meus próprios pensamentos tentando entender, o que foi que aconteceu com você. Não consigo compreender… Talvez você não tenha mudado, quem sabe, era eu quem não te conhecia.”
quarta-feira, 4 de julho de 2012
É que não vale apena chorar por quem não merece (…) a vida nos prega muitas peças, eu sei… mas essa entrada e saida de pessoas em sua vida com certeza tem algum propósito, Deus não iria tirar pessoas que você ama sem você receber alguma recompensa no final. Eu sei que ele prometeu que não iria te abandonar, e disse que você era o amor dele, mais hoje as coisas estão completamente “clichês”, fora o fato das pessoas que tem que fazer as outras se sentirem mal pra poder se sentirem bem. Não se abala por isso, você é mais do que tudo mundo pensa, você é mais do que você é, não se torture ou se culpe porque de qualquer forma a errada sobre tudo o que acontece não é você, tudo que se perde ou se ganha, tem um motivo, e esse motivo só é descoberto depois do período da dor, é difícil… até mais do que se pensa, mas o negócio é erguer a cabeça e seguir em frente.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
E eu nem sei quando foi que comecei a achar bonito o teu sorriso. Nem quando comecei a passar alguns minutos olhando a tela do meu celular esperando algum sinal de que lembrou de mim ou qualquer coisa assim. Nem quando comecei a torcer pra você dizer que sentiu a minha falta ou que lembrou de alguma coisa que me envolva e sorriu, rapidamente, me fazendo pensar que não sou tão boba assim por pensar em você o tempo inteiro. Aliás, também não sei quando foi que passei a pensar em você o tempo inteiro. Eu acordo, passa o dia inteiro, vou dormir e só acontece você em mim. Eu nem sei quando foi que comecei a sorrir ao escutar o barulhinho de mensagem chegando, nem quando meu coração começou a dar pulos de alegria sem parar por ouvir um “eu te amo”. Nem sei quando comecei a sentir tua falta, ou desejar a tua presença nos lugares onde estou. Muito menos querer estar ao teu lado para cuidar de você ou, simplesmente, estar. Nem quando tive tanta confiança ao ponto de não ter medo de que você desistisse de mim. Eu nem sei quando foi que me tornei assim: tua, mas tão tua, que eu não sei mais ser minha.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Vai ter um dia que você vai ficar trancada no seu quarto sem querer ver nada e nem ninguém. Vai ter um dia que você vai gargalhar até sua barriga doer. Vai ter um dia que você vai chorar, por que perdeu alguém ou por que não tem alguém. Vai ter um dia que você vai estar com alguém que te faça feliz mesmo que só apenas em um dia. Vai chegar a hora de enxugar as lágrimas e sorrir como se nada tivesse acontecido. Vai chegar a hora de jogar tudo pra cima por que ninguém é de ferro e todo mundo erra. Você vai encontrar alguém que vire sua cabeça, desarrume sua vida e não te deixe em paz. Você vai encontrar alguém que te ajeite, te arrume e te traga calma, mas você vai escolher quem te revira do avesso. Você vai encontrar alguém que te prometa todas as coisas que o mundo pode oferecer mas na primeira oportunidade se vai. Você vai encontrar alguém que não te diga nada, não te prometa nada, mas vai te surpreender ficando ao seu lado pelo resto da vida. Vai ter dia que você vai acordar e desejar ficar na cama. Vai ter dia que você nem vai conseguir deitar nela. Nenhum dia vai ser igual. As pessoas passarão pela sua vida e as mais especiais ficarão. Você não vai saber quem ficará e quem irá embora. Vai ter um dia que você vai sentir falta delas, por que muitas não voltarão. Vai ter dia que você vai erguer a cabeça e perceber que a vida continua independente das pessoas. Ela não volta e não para. Ela só continua.
-Sex and City
terça-feira, 19 de junho de 2012
O fim é lamentável.
Me refiro ao fim de tudo. Ao fim de um namoro, de uma amizade. E até mesmo os fins que parecem bons não fazem bem. Como exemplo, o fim da vida escolar. É um tipo de fim que esperamos muito. E nem era pra ser esperado. Quando essa vida termina, outra começa. Aí sim chega a verdadeira realidade: de luta diária, trabalho.. Onde nada mais vai cair na mão da gente fácil, onde papai e mamãe já não estão mais com vontade de nos sustentar. Todos os fins soam assustadores. Gosto de começos e de meios. Quando a tarefa está concluída, me bate um vazio danado. Quando ocorre um término de uma relação de cumplicidade… Piorou. Uma dor bate aqui dentro do peito. E é difícil arrancá-la de mim. Para tudo existe um fim, qualquer coisa que seja, precisa acabar… Porém, algumas vezes terminam de formas indesejadas. Seja por uma discussão ou seja porque estava na hora de por um final no que não deu certo. Não importa qual seja a história, finais sempre costumam ser dolorosos. Para um, para outro ou para ambos. O que começa de uma forma bonita pode terminar como horrível ou vice-versa. Meios são sempre emocionantes, pois é nesse momento que diversas coisas acontecem e você não imagina que terá um desfecho. Então aproveite ao máximo enquanto há tempo, pois depois será tarde demais.
Sou sentimentalismo puro. Sinto por mim e por você. Tudo o que os insensíveis não sentem, eu sinto. Sinto pelos outros, tomo a dor de quem não está nem aí para os meus sentimentos. Se isso é drama para muitos, dane-se. É o meu jeito de levar as coisas. Escondo muitos detalhes, guardo muitas dores no peito. Mas quando eu explodir, não tem jeito. Eu vou chorar. Vou espernear e até o astronauta que está fazendo uma operação na lua vai ouvir os meus ataques de pelanca. E não, não tenho vergonha. Eu deixo as lágrimas caírem livremente na frente dos outros. Quero que eles observem a minha dor primeiro. Podem rir de mim, podem judiar. Porque amanhã vou aparecer com um sorriso tão gigantesco no rosto, que vai causar inveja neles. Não me importo nem um pouquinho se me acham fraca. Eu sei o tamanho da força contida dentro de mim. Sei o meu limite de maluquices, minha cota de lágrimas. E por saber disso, continuo sendo assim. Sentimentalista. Sensível. Porque por mais que eu me estrepe e tome naquele lugar, no fim dou a volta por cima. E dar a volta por cima é muito chique, sabia? Tem gente que tem vergonha de cair. Eu não. Eu caio mesmo. E quando me levanto, faço a queda ser esquecida. Eu não busco a felicidade. Felicidade mesmo a gente encontra quando morre. Lá na vida eterna, não há magoa nem angustia… Só alegria plena. Eu busco uma qualidade de momentos felizes que ultrapasse todas as fases de tristeza. Já fui, mas não serei mais uma pessoa “tapa buracos”. Não tenho mais a vontade de ser deixada para trás. De mim, você pode esperar tudo. Tudo, tudinho. Pode esperar de mim a amizade dos sonhos. Não quero mesmo é que espere mais do que posso dar. Eu te dou uma metade, a outra metade é minha. É a que uso para cuidar de mim, para me amar. E se no fim você não quiser mais ser meu amigo, problema é seu. Quem está perdendo é você. Não vou por a culpa na minha pessoa. Se não deu certo, deixo pra lá. Se é pra ser, será. Resumindo tudo… Eu sou tempestade. Tempestade pura. Faço tempestade em copo d’água se der vontade. Faço tudo tremer. E me amo. Porque se eu não me amar, quem vai poder me amar? Ninguém. Então é isso, pessoal. Ou você entra no meu cafofo chamado coração e atura o meu jeito complexo de ser ou cai fora e volte para o lugar que você veio. É pegar ou largar.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
“Talvez um dos meus maiores erros até hoje foi e é acreditar demais, confiar e no fim me arrepender de tudo isso.
Sempre fui boa demais - entenda como quiser, tola, boba, idiota -, do tipo de acreditar que todas as pessoas fossem iguais, que todas realmente mostravam os verdadeiros sentimentos quando assim sentidos. Acreditei que nenhuma pessoa usava máscaras, do tipo que com o tempo se desgasta de sempre estar sendo usada e por fim, caí. Ta aí um dos meus maiores erros, acreditar em pessoas que não existiam e não existem, sem generalizar mas todos usam máscaras, querendo ou não, mas alguns usam por apenas um tempo, uma mentira qualquer que não seja tão prejudicial e a pessoa não seja tão… falsa. Ao longo da minha vida, presenciei as piores mentiras possíveis, conto aos dedos verdades, ao menos que eu acho que seja, eu já ouvi. Comecei, aos poucos, à observar o mundo a minha volta, o jeito com que as pessoas mentem tão descaradamente, sem hesitarem, como se fosse a coisa mais natural. Confesso que já me propus a fechar meus olhos, ouvidos e o que quer que seja, para não acabar tão exausta de um mundo onde falsidade, máscaras e mentiras rolam a solta, sem uma medida máxima sabe, uma cota. São mentiras e mais mentiras, mal consigo mais saber quando alguém está falando a verdade, de tão experientes que as pessoas se tornaram. Hoje em dia, a maioria - não generalizarei pois acredito que exista exceções - usam máscaras na quais são quase que impossíveis de se ver e/ou perceber, e assim vão vivendo dia a dia mentindo e mentindo como se fosse da natureza de cada um.”
Assinar:
Postagens (Atom)







